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Theatro Municipal de S. Paulo foi inaugurado em 12 de setembro
de 1911 com a Ópera Hamlet, de Ambrósio Thomas,
dando início a um novo estágio na vida cultural
paulistana. Sua construção, a cargo do escritório
de Francisco Ramos de Azevedo, contou com a colaboração
dos arquitetos italianos Cláudio Rossi e Domiziano
Rossi. A equipe, que durante 9 anos consecutivos dedicou-se
ao projeto e ao gerenciamento das obras, estabeleceu contato
junto às principais empresas do mundo, importando diversos
elementos decorativos, ainda hoje presentes em sua arquitetura.
Com a inauguração de seu Theatro, S. Paulo passou
a receber as grandes companhias de ópera e teatro européias
que passavam pelo Brasil em suas turnês latino-americanas.
Onze anos após sua inauguração, ele sediou
um dos mais importantes movimentos artísticos do século,
a Semana de Arte em 1922. De 11 a 18 de fevereiro passaram
pelo Theatro Municipal importantes nomes como Mário
de Andrade, Oswald de Andrade, Menotti Del Picchia, Tarsila
do Amaral, Anita Malfati, Guiomar Novaes, Villa Lobos entre
outros. O público e a crítica dividiram opiniões,
mas hoje é unânime a importância da Semana
de 22 na formação da identidade cultural brasileira.
Como pólo cultural, o Theatro Municipal sempre esteve
muito presente na vida da cidade. Seu bar com mesas na calçada,
era muito freqüentado e seus salões foram usadas
para bailes de Carnaval até início dos anos
50.
Em 1951 o Theatro sofreu radical modernização,
coordenada pelo arquiteto Tito Raucht. Novos pavimentos foram
criados na área dos camarins, ampliando sua capacidade
de acomodação. Na sala de espetáculos
suprimiram-se os camarotes em todas as ordens, apenas 11 foram
mantidos. Toda a área restante foi transformada em
balcões. Os camarotes originais de Autoridade - prefeito
e governador - foram transferidos do proscênio, dando
lugar à instalação do órgão
Tamburini.
Em 1981 o Municipal foi tombado pelo Condephat (Conselho de
Defesa do Patrimonio Histórico e Artístico)e
em 1986, ano em que completou 75 anos, passou por ampla reforma
sob a responsabilidade do Patrimônio Histórico
do Município que durou até 1991 . Sua estrutura
foi atualizada, camadas de tinta retiradas e foi realizada
uma completa limpeza e restauração dos elementos
decorativos internos e externos. Os camarins foram reformados
e o palco recebeu modernos equipamentos de luz e som. O salão
dos arcos no porão foi reformado e aberto para visitação.
Em suas quase dez décadas de existência o Theatro
Municipal sempre abrigou as mais diversas manifestações
artísticas, do erudito ao popular, em ópera,
dança, música e teatro. Atualmente, sua principal
programação é apresentada pelos Corpos
Estáveis formados pela Orquestra Sinfônica Municipal,
Orquestra Experimental de Repertório, Quarteto de Cordas
da Cidade de São Paulo, Coral Lírico, Coral
Paulistano e Balé da Cidade de São Paulo. Os
Corpos Estáveis do Theatro Municipal exercem um importante
papel na formação de público e também
na revelação de novos talentos.
S. Paulo é hoje uma das grandes capitais mundiais
com uma enorme oferta de atrações culturais
como teatros, cinemas, museus, centro culturais e galerias
reconhecidas internacionalmente. Com sua tradição
de tantos anos e com a capacidade de manter-se sempre em sintonia
com as principais correntes artísticas, o Municipal
reflete cada vez mais toda e diversidade e riqueza cultural
da cidade que o abriga.
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